Servidores
da Polícia Civil paralisam atividades em todo o Pará
Policiais Civis do Pará
paralisam as atividades nesta sexta-feira (14), desde as 9h. Eles fazem uma
manifestação na Praça do Operário, em Belém, e seguem para frente do prédio da
Secretária de Estado de Administração (Sead) para reivindicar melhorias trabalhistas.
A Polícia Civil garante que os
serviços gerais de atendimento a população não serão afetados. “A Polícia Civil
deixará o efetivo necessário para atender a população”, explica o investigador
Rubens Texeira, presidente do Sindicato dos Servidores Públicos da Polícia
Civil do Estado do Pará (Sindpol).
A paralisação deve durar 24
horas. O Sindpol espera que a Sead receba os representantes da categoria para
que sejam finalizadas as negociações. De acordo com o sindicato, as
reivindicações da categoria incluem a revisão do salário base e melhores
estruturas de trabalho, como a manutenção dos veículos utilizados nas rondas na
capital, e principalmente no interior do estado.
Os policiais civis reivindicam
a incorporação de um abono de R$ 540 nos salários e a isonomia entre os
servidores que exercem a mesma função, mas recebem salários diferentes por
causa do nível de escolaridade.
Contenção de gastos
Em nota, a Secretaria de
Administração do Estado (Sead) informou que o Pará não tem receita para acatar
aos aumentos salariais, e que os limites legais impostos não são
suficientes para em curto prazo
resolver, por exemplo, a incorporação dos abonos.
Segundo a Sead, devido às
constantes quedas na arrecadação do Pará - fruto da desoneração dos impostos em
nível federal e da queda do Fundo de Participação dos Estados (FPE) -, o
governo se encontra no limite prudencial de gastos estabelecido pela Lei de
Responsabilidade Fiscal (LRF), que é de 46,17% e, de acordo com a referida lei,
quando isso ocorre o estado tem que adotar medidas de contenção da despesa de
pessoal para voltar à situação de equilíbrio necessária para não trazer
prejuízos ao estado. Medidas de contenção essas que referem se a corte de
pessoal, de gratificações, à não nomeação de concursados, à demissão de
comissionados, dentre outros.
No que se refere aos Planos de
Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR), a Sead informou que realiza um amplo
estudo apoiado por consultoria, para que no menor prazo possível, e, observando
a responsabilidade fiscal e financeira do estado, os planos de carreiras das
diversas categorias sejam encaminhados à Assembléia Legislativa.

Comentários
Postar um comentário